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jan
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Jogos que eu vi: Pelotas 1 x 2 São Luiz

Um time demasiadamente “faceiro”. Assim pode ser definido o Pelotas que foi derrotado para o São Luiz em casa na estreia do Gauchão. A “sina” áureo-cerúlea foi mantida e o clube segue sem vencer em estreias de 1ª divisão há 11 anos.

Pelotas no 4-3-3: laterais e volantes saem muito, equipe cria bastante, mas a zaga fica sobrecarregada

Um time ofensivo irá, sempre, sofrer pressão. Mas tem que compensar a fragilidade na marcação com gols. Foi o que faltou ao áureo-cerúleo, que dominou durante os primeiros 15, 20 minutos e criou chances, mas não aproveitou-as. Clodoaldo e Leandrinho poderiam ter colocado o Pelotas na frente, mas não o fizeram. O Lobo jogava bem melhor quando sofreu o primeiro gol – numa falha grave de Fernando Jr. Gol que o São Luiz não merecia naquele momento da partida.

Um minuto depois, Danilo Portugal se lesionou. Foi o suficiente para desestabilizar o Pelotas. Sem o seu melhor volante, a equipe não conseguiu fazer a saída de bola com qualidade. Com o único meia, Maicom Sapucaia, bem marcado, a bola passou a não chegar nos atacantes. Apenas Paulinho tentava criar alguma coisa com arrancadas esporádicas, mas insuficientes para nivelar as ações da partida novamente.

Pelotas no desespero: 4-2-3-1 com laterais espetados não surtiu efeito

Este foi o esquema utilizado durante quase todo o segundo tempo, já que no começo da etapa complementar o Pelotas sofreu o segundo gol, num contra-ataque puxado por Alejandro. As lesões fizeram com que o técnico Gavião não pudesse mexer nas suas peças do meio pra frente. O Lobo passou a jogar num 4-2-3-1 com os dois laterais espetados. Só que nem Paulinho nem Brida jogaram bem na segunda etapa. Douglas Silva foi muito mal e da mesma forma Carlos Augusto. Sapucaia cansou. Charles foi o único que conseguiu furar o bloqueio do São Luiz em algumas oportunidades. A partir da sua entrada, o Pelotas passou a ter vantagem pessoal no lado direito. E em uma jogada de lado, o cruzamento preciso encontrou o esforçado Clodoaldo que, mesmo meio “sem querer”, descontou para o áureo-cerúleo. Depois disso, os 5 minutos finais foram de pressão áureo-cerúlea. Bom, mas não o suficiente para superar o retrancado São Luiz, que acabou a partida com 3 zagueiros, 3 volantes e uma vitória.

Faltam ajustes para o Pelotas. Vejo potencial na equipe, principalmente do meio para frente. Entretanto, um time que joga de maneira tão “alegre” não pode perder tantos gols. Com volantes que saem para o jogo e laterais que não marcam ninguém, é necessário converter as chances que se têm, já que a zaga estará sempre exposta. Ou Gavião repensa o seu time, utilizando um lateral mais fixo e um volante mais marcador, ou será necessário ajustar a pontaria de Clodoaldo e Leandrinho. Não acho errado jogar de maneira mais ofensiva, mas é necessário arcar com certos riscos para que isto aconteça. Fernando Cardozo e Marcio Tiago seguirão desguarnecidos se esta for a proposta. No gol, Gongora deve ganhar a posição de Fernando Jr. e resolver os problemas da meta áureo-cerúlea.

São Luiz: 3-5-2 bem armado, visando o contra-ataque

Analisando rapidamente o São Luiz, trata-se de uma equipe encaixada, que utilizou o 3-5-2 a partir da saída de Marcio Oldra por lesão para espelhar o Pelotas. A tática do técnico Gélson Conti é usar atacantes que proporcionam o contra-ataque rápido (Sharlei e Gustavo), dois alas que apoiam muito (Danilo e Xaro) e o grande diferencial, o volante-meia Alejandro, grande destaque da partida e do Alvi-Rubro Ijuiense. O gringo marca e arma com qualidade e mesmo sobrecarregado consegue jogar. É por causa dele que o limitado meio do São Luiz funciona.

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