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jan
19

Jogos que vi: Novo Hamburgo 0 x 1 Internacional

Tecnicamente, não foi um bom jogo. Muito pelo contrário: peleia típica de Gauchão. De maneira sofrida, o Inter venceu o Novo Hamburgo por 1 a 0 – gol de Oscar após pixotada de Eduardo Martini – na estreia do estadual. Dagoberto, a maior atração do jogo, foi discretíssimo e pouco fez. O Colorado fez partida burocrática, mas também não deu espaços para o time da casa atacar. A única chance do Nóia foi no final do segundo tempo, com Juninho, que tentou de cabeça e errou o alvo.

Apesar de tudo, o jogo foi válido, já que pude analisar taticamente o Novo Hamburgo do técnico Itamar Schulle, que me pareceu um time consistente defensivamente, mas que ainda carece de alguns ajustes no aspecto ofensivo.

A imagem acima mostra o NH do primeiro tempo, num 4-4-2 bem definido. O lateral do apoio é Marlon, pela esquerda, de boa movimentação. Chicão é o volante que sai mais para o jogo, auxiliando os jogadores de frente. Preto fica mais fixado no lado esquerdo, enquanto Clayton se movimenta mais. O camisa 10 é o destaque do meio, comandando as ações ofensivas da sua equipe. Atrás o Novo Hamburgo mostrou-se uma equipe extremamente sólida, com uma dupla de zaga consistente e volantes pegadores, mas no setor ofensivo ainda falta alguma coisa. Talvez Mendes (quando tiver mais condição) e Marcio Hahn possam auxiliar neste aspecto. Jogando desta maneira, o NH segurou o Inter, mas não conseguiu criar muita coisa.

NH no 2º tempo: 3-5-2 com muitas improvisações

No segundo tempo, perdendo o jogo, Itamar Schulle mudou todo o time, mexendo bastante no aspecto tático. No 3-5-2, a defesa mostrou-se sólida, com três zagueiros confiáveis, mas o meio, mais “faceiro” não marcava muito. Marlon, antes lateral, virou volante, mas em alguns momentos se mostrou perdido no seu posicionamento. Chicão, pela direita, era sempre a alternativa a ser acionada, já que Juninho mostrou-se pouco a vontade improvisado na ala. Talvez com o ingresso de Marcio Hahn no meio e com Paulinho Macaíba em dias mais inspirados as coisas possam acontecer para o Novo Hamburgo. De qualquer maneira, chamou a atenção a ousadia tática de Schulle, que ontem não conseguiu o que queria, mas que impôs alguns momentos de dificuldade para o Inter.

Inter no 4-3-3: alternativa para o Gauchão

Do já batido time do Inter, chamou-me atenção a formação utilizada no segundo tempo, que pode vir a ser repetida por Dorival Jr. no momento em que o time estiver atrás do marcador. Bollati dá mais toque de bola ao meio de campo e a presença de três atacantes obriga os adversários a manterem pelo menos um volante fixo no setor defensivo. O ponto fraco desta formação é a “Oscar-dependência”, mas ela pode vir a ser uma constante, já que D´Alessandro pode rumar para o futebol Chinês. Embora desbalanceada, esta formação coloca o Inter no campo ofensivo e pode vir a  incomodar times de menor porte técnico-físico.

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