«

»

out
18

É matar ou matar

O futebol tem muitas máximas: “quem não faz, leva”; “o jogo só termina quando acaba”; “clássico é clássico”; entre outras. Curiosamente, todas se encaixam muito bem na história dos dois clássicos que tivemos em 2011 entre Brasil e Pelotas. Os clubes tiveram uma semana bem agitada. Foram dois jogos complicados no fim de semana que acabaram deixando os torcedores na expectativa de uma final exclusivamente nossa na Laci Ughini. Seria muito bom, com certeza. E pra que essa possibilidade pudesse existir, alguns detalhes merecem ser lembrados.

O Pelotas entrou em campo pressionado. As duas derrotas nos clássicos deixaram um clima natural de desconfiança no ar. A vitória veio, também ao natural. E seria trágico se ela não viesse. No Bento Freitas, a Riopardense aprontou de novo. Em quatro jogos contra equipes pelotenses a equipe de Rio Pardo acumulou um empate e três vitórias.

No fim das contas, tudo acabou “bem”. Brasil e Pelotas classificados, alimentando a possibilidade de uma final totalmente daqui. Mas, é claro, ainda há muitas batalhas até que se torne possível essa decisão. São os mata-matas: momentos em que o torcedor que estava brigado com o time se esquece de tudo e volta ao estádio.

Por mais que o nome ‘copinha’ seja um tanto quanto desmerecedor, os campeonatos da FGF no segundo semestre sempre deixaram grandes lembranças. Quem não lembra dos gols do uruguaio Nicolas contra o Ypiranga de Erechim, no Bento Freitas? Ou do gol solitário, mas tão importante, de Anderson Ijuí contra o Caxias, na Boca do Lobo? Quem lembra da campanha rubro-negra que chegou até a semifinal em 2009? E a vitória do desacreditado Pelotas contra o “forte” Novo Hamburgo em 2010? Momentos que, por enquanto, só um “mata-mata” pode trazer de volta.

Gol fora vale mais. É melhor não levar gol em casa. Tem saldo qualificado? São muitas questões que mexem com a imaginação e com o emocional dos torcedores. O xavante já chegou na final da competição em três oportunidades: perdeu duas para o Novo Hamburgo e uma para o Caxias. O áureo-cerúleo chegou a uma final e venceu o Cerâmica, sagrando-se campeão da então Copa Lupi Martins, em 2008. Em 2010 o Lobo foi desclassificado pelo atual campeão, Internacional B, na semifinal. O Brasil não disputa a Copa FGF desde 2009, quando foi eliminado pelo mesmo Inter, na mesma fase da competição.

Caxias e Santo Ângelo são os adversários. Milhares de torcedores são os aliados. Vem mata-mata por aí. Fortes emoções à vista!

7 comentários

Nenhuma menção ainda

  1. Joca disse:

    Perfeita a análise. Assino embaixo.
    Tchê, to achando que és a salvação da crônica esportiva pelotense, pq apesar de ter um time, consegues analisar o ‘rival’ com um mínimo de imparcialidade.
    Continua assim. Abraço!

  2. KiKo disse:

    Tu é Xavante que eu sei!

  3. Bebado_do_Amarelinho disse:

    Tu é um cidadão norte-americano mesmo heim tche!! Que imparcialidade! Muito bom o texto!

  4. Cassius disse:

    É bom esse Lê!

  5. Mauricio disse:

    Esse Lopes é Lobogay. A mim não engana. Amanhã ou depois solta a franga e vira uma nova versão do Allam, Pg, Robertinho Costa, Manoel, Vetromilho e mais todos lobets que tomaram conta da imprensa. Ve se publica isto.

  6. Jonas disse:

    Ae o logay de merda te preocupa com tem time e deixa o xavante em paz, bambizinho.

  7. bruno disse:

    Dale santo Ângelo!!! ahahahahaaha

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.