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jul
26

Os três esquemas do Brasil

Antes tarde do que nunca. Neste post trago os três esquemas que o técnico Beto Almeida utilizou no empate contra o Joinville.

No 4-4-2 (4-2-2-2) com Juninho bem aberto, o Brasil dominou a primeira etapa.

Beto começou a partida com o esquema que vinha treinando, 4-4-2 (4-2-2-2), e o mesmo da estreia contra o Santo André. A diferença foram alguns nomes. Nill assumiu a lateral-esquerda, Jackson voltou para o lado direito e Neto ficou com o lugar de Léo Medeiros.

Na defesa uma linha de quatro tradicional, com Jackson, Jonas, Asprilla e Nill. Os dois laterais alternavam as subidas ao ataque. Jonas, individualmente fez uma partida muito abaixo do que pode render. Já Asprilla mostrou segurança.

O maior problema do Brasil neste esquema foi o meio. Mais específico na dupla formada por Carlos Alberto e Neto. Os dois têm características parecidas, são primeiros volantes, de força e marcação. O capitão do Xavante foi além e conseguiu realizar a transição defesa-ataque. Neto era o volante que não saía, o que acabou sobrecarregando o meio. Athos ficou como o único armador, devido ao fato de Juba não ter essa característica. O camisa 7 foi um jogador, taticamente, muito importante na primeira etapa. Ele recuava para recompor o meio e auxiliava na marcação. Era peça fundamental para jogadas de contra-ataque. Porém, tecnicamente está abaixo das outras opções para criar jogadas.

A dupla de ataque mostra um posicionamento bem interessante. Juninho é um segundo atacante, com posicionamento de ponta. Busca o jogo bem aberto pelo lado direito e trás para o meio, visando à finalização ou a aproximação com Marcos Denner. O camisa 9  foi prejudicado devido aos três zagueiros do Joinville.

O Joinville jogou no tradicional 3-5-2 com marcação individual

No 3-5-2 os visitantes fizeram marcação individual. Como os três eram de bastante força física, Denner não levava vantagem quando fazia o pivô. A alternativa do Beto foi inverter os dois atacantes e deixa-los abertos, para que os meias pudessem entrar no mano a mano com Pedro Paulo.

O resultado do primeiro tempo foi justo, o Brasil controlou o adversário e criou as melhores oportunidades. Supriu a falta de um segundo volante, devido à bela atuação de Carlos Alberto, e conseguiu criar com a aproximação de Juninho e Athos.

Xavante passou pro 4-4-2, em losango, com Juba de apoiador.

No segundo tempo o Brasil teve um apagão. Acabou levando o gol de empate e o técnico Beto Almeida mexeu no time. A lesão de Carlos Alberto foi determinante nas alterações. O Brasil passou para 4-4-2 em losango. Tendo Neto no vértice como primeiro volante, Guilherme e Juba como apoiadores e Athos, como enganche, no segundo vértice. No ataque Rafael Xavier e Juninho bem abertos.

Juba na função de apoiador foi sacrificado e esse foi o maior erro do treinador Xavante. Deixou o meio do Brasil desestruturado. A correção veio com a entrada de Kim no lugar de Athos. Juba voltou ao ataque e o Xavante passou para o 4-3-3. Com três atacantes o Brasil voltou a dominar a partida, porém, não conseguiu o gol da vitória.

4-3-3 com triângulo de base alta.

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