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jul
18

O Brasil no ABC paulista

O clima quente, 28º graus, do ABC paulista fez bem ao Brasil. A vitória frente ao Santo André somado ao empate entre Caxias e Chapecoense, da uma boa condição ao Xavante, que na próxima rodada enfrenta em casa o Joinvile. Mas a partida contra os catarinenses fica para outro momento.

O grande ABC paulista é uma região que tem na indústria automotiva sua maior força econômica. A população de Santo André, mais de 700 mil habitantes, é uma comunidade calma e tranquila, 22 horas e mais da metade da cidade está fechada. Os desportistas estavam mais preocupados com a seleção Brasileira e os grandes de São Paulo do que com a estréia do Santo André.

Não mais de 500 torcedores estiveram apoiando a equipe no Ramalhão. O cerca de 100 rubro-negros presentes no estádio Bruno José Daniel fizeram mais barulho. Dentro de campo a equipe seguiu o ritmo do município, calmo e tranquilo. “É um jogo neutro”, me disse o zagueiro Asprilla, momentos antes de a bola rolar, e realmente foi.

Salvo alguns bons valores individuais, o Santo André foi um adversário tranquilo. É bem verdade que as melhores oportunidades, principalmente no primeiro tempo, foram dos paulistas, isso muito mais pela fragilidade defensiva do Brasil do que por méritos próprios do time paulista. Em  nenhum momento a equipe da casa imprimiu uma pressão sufocante no Brasil, ou teve uma supremacia de quem fosse vencer o jogo.

O Brasil, embora tenha apresentado velhos erros, mostrou tranquilidade e poder de reação. A equipe Xavante não se abalou com os gols da equipe paulista e teve maturidade para chegar à vitória. Porém, a zaga, mais uma vez, não esteve bem. A dupla Asprilla e Jonas ainda não se encaixou, neste domingo o primeiro esteve “menos ruim” que o segundo. O volante Léo Medeiros, além de ter sido expulso de forma infantil após chutar uma bola para longe, em lance de impedimento a favor do Brasil, não jogou nada. Isso sobrecarregou Carlos Alberto, que também não esteve bem.

Com a marcação longe, o Santo André criou dificuldades para o goleiro Vanderlei, através das avançadas do lateral Andrezinho pela esquerda, e da movimentação dos meias Vanderlei e Djalma, e dos atacantes Jefferson e Cristiano. Mas como se estivesse em casa, em pleno ABC paulista, o Brasil conquistou a vitória, não deixando se abater pelas tentativas do adversário.

O meia Athos foi bem, mas muito abaixo do Athos que vimos em outras partidas. Mesmo assim o camisa 10 Xavante conduziu o Brasil quando a bola passou por seus pés. Jackson mesmo improvisado na esquerda fez boa partida. Juba cresceu de produção na segunda etapa e ajudou. Juninho teve atuação razoável, mas mostrou que tem estrela marcando o seu. O centroavante Marcos Denner pouca participativo fez  aquilo que motivou sua contratação, gol.

No geral o Brasil teve uma atuação razoável, com muitos erros a serem corrigidos, principalmente defensivos. Trabalho para Beto Almeida, que precisa agora preparar o Brasil para ”estrear” em casa, também com vitória, frente ao Joinvile, e dar um passo ainda maior para classificação.

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