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abr
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Erros e tropeços

O percurso do Brasil na Série A2 é composto por vários equívocos. Eles se sucedem a cada etapa. Tudo começa em, no mínimo, um erro de avaliação antes mesmo do início da competição. Com a sequência dos jogos outras falhas aparecem e, com essa caminhada, o rubro-negro vai tropeçando nas próprias pernas.

O primeiro erro é Jone. Por que ele não está mais sequer vinculado ao Brasil? Pela Série A2, depois de marcar duas vezes sobre o 14 de Julho, o atacante chegou a dez gols pelo Fantasma. Sinais de que tinha potencial o atleta sempre exibiu, pelo próprio Xavante. No entanto, foi preciso o mesmo ir para o Fragata para então provar que pode ser útil no estadual.

A segunda e recorrente falha é a emoção exacerbada transmitida pelos profissionais do clube para a imprensa e os torcedores nas entrevistas. É correto atribuir com tanta frequência uma parcela, ou toda, de culpa à arbitragem? Não! Ninguém é burro ao ponto de acreditar que o juiz e seus auxiliares prejudicam o Brasil. Prejudicam esse e, quando prejudicam, também seus adversários. É, portanto, um discurso irracional. Se houver insistência em dizer que há prejuízo ao time,  ok: mas então Luizinho não deveria ser poupado da demissão?

Dois jogos, dois sem vencer. Marcelo Rospide não tem muita culpa por isso. Como não tinha Luizinho. A única diferença é a seguinte: enquanto o ex-jogador do Brasil recém começava a receber novos jogadores, que precisariam de tempo para se adaptar ao novo time devido aos reforços que chegavam, Rospide carrega ainda mais uma desvantagem. Ele também recém chegou. Mas isso é detalhe. Apenas mais um erro.

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