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mar
19

Jogos que vi: Pelotas 2 x 2 Novo Hamburgo

Empate heroico. É a única forma de descrever o emocionante jogo de ontem entre Pelotas e Novo Hamburgo, que pude conferir na Boca do Lobo. Com dois tempos totalmente distintos, o Lobo começou muito mal o jogo, mas conseguiu nivelar as ações e chegou ao empate aos 47 com dois gols de Guly e bela atuação de Cleiton.

O Novo Hamburgo do técnico Lisca começou dando um nó-tático no Pelotas. Marlon, jogando de meia, avançado pelo lado-esquerdo, explorava o espaço deixado por Igor e Renato Benatti, criando todas as jogadas do Nóia. Os três volantes também tinham muito espaço para trocar passes e jogar com tranquilidade. Enquanto isso, o áureo-cerúleo tinha dificuldades em todos os setores. O meio, muito lento, não conseguia armar nem marcar o adversário. A lentidão prejudicava os movimentos de transição defensiva e ofensiva. Em alguns momentos, o time de Beto Almeida até conseguia trocar passes, mas quando a bola chegava na frente a zaga Alvi-Azul já havia feito a recomposição com seis jogadores para o combate defensivo.

A mexida de Beto Almeida no primeiro tempo foi fundamental para a recuperação. Cleiton, jogador mais rápido do time, entrou no lugar do fraco Renato Benatti e passou a ocupar o flanco-direito, fazendo com que Marlon não pudesse mais sair para o jogo. A lesão de William Paulista acabou se tornando um golpe de sorte para Beto, que foi obrigado a colocar Carlos Augusto em campo. O volante fez o seu melhor jogo com a camisa do Pelotas, distribuindo o jogo e empurrando os volantes do Novo Hamburgo para o campo defensivo. Clodoaldo ainda entrou no final para jogar em cima do cansado Marcio Hahn e tornar o áureo-cerúleo ainda mais ofensivo.

O empate do Pelotas passou pela velocidade de Cleiton e pela vontade de Guly. A jogada do último gol começou com uma roubada de bola do Uruguaio, que mesmo tendo pouquíssimas oportunidades a seu favor tem feito a sua parte, com gols importantes. A permanência (se confirmada) do clube na primeira divisão passa muito pelo talento do gringo, grande achado dentro do fraco time montado em 2012.

P.S: Semana passada posicionei-me a favor do 3-5-2. Ontem não gostei da postura do Pelotas neste esquema. Acredito que, independentemente do esquema, o que importa são as peças a serem utilizadas. É impossível montar um time com cinco jogadores lentos no meio e dois centroavantes mais fixos. A entrada de Cleiton se faz necessária neste momento, seja como ala ou como armador, principalmente em função da lentidão de Maicon Sapucaia, que não consegue mais distribuir o jogo sozinho no meio.

1 comentário

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  1. Mauricio disse:

    PARECE QUE TU SÓ VE JOGO DA LOBOGAY MESMO, TORCEDOR DOENTE, VOLTA A TORCE NOS TEUS 32 DEGRAUS E NÃO BOTA MAIS OS PE NA BAIXADA.

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