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mar
05

Existem divergências no Pelotas e bons ventos na dupla Bra-Far

Em um dia de clássico Bra-Far, uma goleada em Veranópolis chamou a atenção. Enquanto o Brasil fez seu papel de favorito e venceu por 1 a 0, o Lobo cumpriu mais uma vez seu papel, ao qual não foi incumbido, mas insiste em fazer: decepcionar sua torcida.

No David Farina, o 5 a 1 não mostra somente um Lobo ruim dentro de campo. Alguns fatores, que mostrarei e você provavelmente irá concordar, demonstram um Pelotas abarrotado de divergências. Atento às entrevistas, redes sociais e tudo o que tinha direito, notei alguns pontos (des)interessantes.

No Twitter, César Dias, hoje fora do futebol do Pelotas, mas ainda na direção, foi questionado por um torcedor. A pergunta referia-se ao presidente do clube, Roberto Larrosa. “Ele teria ido a Veranópolis?”, questionou, não exatamente assim, um áureo-cerúleo, que acrescentou: “será que o presidente vai falar depois do jogo?”. A questão foi feita mais ou menos conforme descrito. Mais ou menos assim respondeu Dias: “está lá e acho que não deveria falar”.

“Agora o Beto vai ter que tirar a pomba da cartola”. Foi assim, e dessa vez exatamente assim, que Roberto Larrosa, presidente do Pelotas, falou após o jogo – contrariando o pitaco do tuiteiro César Cidade Dias. Vou abrir alguns pontos abaixo para organizar melhor as nossas ideias, caro leitor.

1 – César Dias entende que o momento é de agir mais, falar menos. Tuitar não seria uma ferramenta de se comunicar? César Dias não é professor de etiqueta do futebol. Poderia ter ficado calado, afinal, ele também é culpado pela fase péssima.

2 – Roberto Larrossa falou. Foi realista ao dizer que a Série D ficou difícil, e torcedor (e um pouco precipitado) ao jogar uma enorme carga psicológica a Beto Almeida. Afinal, Beto não tem cartola e muito menos uma pomba. Pior ainda se precisar tirar uma pomba da cartola…

Se as divergências que observei após o jogo fossem apenas essas já estava de bom tamanho. Mas não parou por aí. Após um questionamento, Jorge Bopp falou que o Pelotas não entrou em campo. Infelizmente, não recordo o final do discurso. Mas não altera o raciocínio. Prosseguindo: Beto Almeida iniciou sua entrevista coletiva ouvindo uma pergunta que usava a frase “o Pelotas não entrou em campo”. O foco da pergunta não era o fato de não ter comparecido ao local do jogo, mas Beto fez questão de discordar da afirmação. Para ele, não se podia dizer uma coisa dessas. Beto e Bopp usaram discursos diferentes.

O caso do parágrafo acima é uma divergência leve de pensamento. Tudo bem se Beto sabe que o Lobo entrou em campo e Bopp não enxergou seus jogadores em campo. O importante é que, com ou sem jogadores dentro das quatro linhas, o Pelotas ganhou um presente de Páscoa antecipado. Um chocolate amargo.

A opinião de Dias somada a atitude contrária (ou exatamente igual, pois Dias também falou) do presidente é mais grave… Chegou um momento no qual o sistema político áureo-cerúleo deverá ser, no meu entendimento, mais ditatorial. As várias formas de pensar na direção azul e ouro estão atrapalhando. Qual é a ideia de futebol do Pelotas? A resposta não é “nenhuma”; são inúmeras. São vários pensamentos divergentes que unidos não levam o clube a lugar algum.

Suposições pouco adiantam, mas o momento é tão vergonhoso que no auge da minha humildade venho a colocar um pensamento. Se eu fosse presidente do Pelotas, passaria a chamar a responsabilidade exclusivamente a minha pessoa – hipoteticamente presidente. Agradeceria a Jorge Bopp e César Dias pela contribuição no pretérito e os conselhos para os mais variados momentos e, então, faria o futebol prosseguir conforme minha visão de futebol – por menor que ela fosse. Como está, não dá mais.

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No Nicolau Fico, um jogo de expulsões, como pode ocorrer em qualquer clássico, e boas aparições. O resultado retrata a verdade, demonstrando assim que o Brasil é superior ao Farroupilha. Apesar disso, mostra a capacidade do tricolor em duelar com seus adversários, sejam eles quais forem.

O gol de Éder Silva foi o maior trunfo do jogo. O lateral aparece novamente bem no time e começa a demonstrar ser uma boa opção, inclusive, para as competições seguintes. Sua velocidade é elogiada constantemente, credenciando-se ao apelido de “Filho do vento”, ou seria exagero? As laterais do Brasil vão bem.

No gol, o outro bom destaque do Xavante. Fabiano demonstrando segurança faz os rubro-negros aguardarem por Luiz Müller sem a menor pressa.

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